O espaço público é o que deveria funcionar como aquele lugar que seja de uso comum e posse de todos. O espaço público , como local livre tem a condição de atividades coletivas, com convívio e trocas entre os grupos compõem a sociedade.
A rua é considerada o espaço público por excelência. Sendo o elemento articulador das localidades e da mobilidade, pode ser considerada a formadora da estrutura urbana e de sua representação. De acordo com Kevin Lynch , também é o local principal em que se forma a imagem da cidade, já que é por ela que os habitantes transitam e tem a oportunidade de observá-la e entendê-la. Será que esse é o ponto que se sustentam as atitudes citadas em outras postagens como as medidas na china e em BH?
Nas cidades grandes, a superpopulação, a vida acelerada pelos horários apertados, pelas distâncias, pelo trânsito congestionado, tornam a vida tediosa e cansativa. Procuramos a paz em locadoras de vídeo, em poltronas isoladas de cinemas, em fundos de restaurantes e sempre se acaba tendo que ir dormir para acordar cedo no dia seguinte para mais uma maratona de muitos contatos com os outros e poucos contatos consigo mesmo. É nesse meio que o outro índividuo, no caso o morador de rua passa despercebido, já mesclado ao lixo urbano , como se fossem um só ( Assim como sugere a imagem do fundo deste Blog ) e não há espaço para o sentimento, a solidariedade, o “amar o próximo”.O que acontece é que hoje os espaços são privados e os que seriam ditos como públicos possuem ao estado que não da liberdade ou autonomia nenhuma a população, a questão é a seguinte: Se eu não tenho condição de sustentar uma casa e vou morar na rua, e me tiram da rua ou dificultam a minha vida lá, para onde que eu vou?
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