“Pobreza”.
Hoje, o termo “pobreza” pode se ser utilizada de diversas formas e intenções, desde uma
situação financeira precária passageira à conduta e personalidade de um ser,
como no caso, no dito “pobre de espírito”. Fato é, que pobreza significa a
falta de algo, ou ausência total do que é comum e básico para a sociedade
real. “Real”, pois neste sentido, a partir do momento que este grupo é tido como diferente e
desmerecedor de atenção e preocupação do demais (principalmente, no tipo que
está sendo estudado neste blog), mesmo que dentro de uma generalidade que
representa a situação coletiva da pobreza, ele se torna excluído pela sociedade
geral, ainda que faça parte da mesma, tendo apenas, realmente, a visão de quem
vive à margem.
Para este estudo, leva-se em conta a pobreza de meios financeiros,
que, atualmente, é um grave fato social na cidade de Salvador, que tem 3,2 mil moradores de ruas que vivem em
situações abaixo do essencial, sem condições de arcar com meios básicos de
sobrevivência como comida, água e higienização, sendo muitas vezes obrigado a
viver nas ruas, sofrendo ainda pela grande exposição, gerando violência e
abusos. Nos grupos de moradores de ruas, vulgos “mendigos”, há casos especiais, no qual a
razão por sua situação foram causadas por motivos adversos como falência na
carreira profissional, uso abusivo de drogas e doenças psicológicas, fazendo
com que se afastassem da sua vida anterior, da sociedade, e posteriormente,
fossem obrigados a viverem esta nova realidade. Assim, entrando num novo processo de socialização deste novo grupo, que caracteriza a consciencialização dessa nova estrutura social em que se envolve. Porém, a maior parte destes
moradores não tiveram mínima interferência para chegar a este estado, vivendo
nas ruas e convivendo com a pobreza sua vida inteira, perpetuando este condição
por suas gerações, sem culpa por isso, caracterizado pela exterioridade ao seu
individuo e independente de sua consciência. E de quem é essa culpa?
Segundo Karl Marx, a miséria é um instrumento utilizado pelas classes
dominantes para aumentar a desigualdade social e, consequentemente, manter seu
poder. O que é evidente na sociedade soteropolitana, onde enquanto estas
pessoas vivem estagnadas, sem oportunidade de evoluir e melhorar suas vidas, outras
passam suas vidas entupidas de dinheiro, indiferente a realidade do próximo.
Mas, os cidadãos são o reflexo dos seus políticos, que mascaram sua indiferença
a esta questão social com políticas vazias que não cobrem ou mudam minimamente
a realidade da pobreza. Esta classe, então, impõe de maneira coercitiva a
cultura da indiferença com a pobreza, por não os atingirem diretamente.
Mas o que fazer? Como ferramenta de organização e
controle popular, o Governo deveria investir de forma efetiva em medidas que
solucionassem este problema social. Não, teoricamente, apenas os alimentando,
resolvendo temporariamente. É preciso criar oportunidades para que estas
pessoas consigam se erguer, e perpetuar seu caminho, seja com empregos,
educação. Fato é: precisa mudar. Vamos esperar.

Referências:
Nenhum comentário:
Postar um comentário