Inicialmente procuramos apresentar conceitos que levam a análise do tema. Com o crescimento acelerado da população, e da falta de políticas públicas direcionadas a ela, este trabalho tem uma relevância social no sentido de chamar atenção para os problemas dos moradores de rua, podendo fornecer elementos norteadores de uma ação social com esse público. A pesquisa mostra muito de como frágil é a cidadania dessas pessoas visto que não têm aparato estatal, e são desprovidas do mínimo para sobreviver, sofrem preconceito, têm acesso restrito a bens e serviços, estão expostas a diferentes tipos de violência tendo comprometido sua saúde física e mental. O medo de sofrer algum atentado está sempre por perto, questão presente em varias pesquisas e entrevistas feita pelo grupo, principalmente à noite, seja pela violência policial, por pessoas da sociedade que os espanquem ou queimem ou mesmo por outros moradores de rua.Em vídeos encontrados, moradores de rua falam da questão da violência e a banalização da vida humana e o descaso a qual essa população excluída está submetida. mas encontra-se no âmbito dos aspectos sócio econômico, psíquico e cultural, pois a maioria desses indivíduos não tem acesso a uma qualidade de vida que esteja pautada em padrões de um ser humano.
O Blog tem o papel de, junto com todos os conhecimentos passados durante o semestre em relação ao nosso tema, induzir um pensamento crítico e detalhado sobre a pobreza, a globalização e a desigualdade social que existe no mundo. Para nós universitários é possível acreditar num mundo melhor, pois, nós somos as únicas pessoas que podem mudar essa situação. Pode ser um tipo de pensamento utópico, mas é por aí que a diferença começa a ser feita. Fazer a diferença sem manipular, obrigar, ironizar, ofender e julgar é a premissa dessas matérias de eixo, formando assim jovens com qualidade de conteúdo. Com uma capacidade de discernimento e senso crítico satisfatório.
Finalizamos a conclusão das atividades do nosso blog, deixando esse poema para reflexão
VIDA DE MENDIGO
bato, rebato para todo o lado
mas não vejo ninguém,
penso em alguém,
mas ela não vem.
(TAMBÉM...)
quem vai querer
ao meu lado viver.
sem familia, sem trabalho,
sem casa, sem honorários.
andando em albergues
ou pedindo comida nas ruas
me alimentando precariamente
sem uma só alma bondosa na minha frente
para poder um alimento me dar
e dizem que dinheiro não traz felicidade
quero ver viverem sem, nesta imensa cidade,
com esta merda de sociedade
minha realidade é o cheiro da miseria.
(É, JA ERA...)
esse é o meu destino,
me bebedando para poder continuar sorrindo,
esperando que um dia isso possa acabar
seja na vida, na morte
no céu ou no inferno
seja em qualquer lugar...
Poema por Márcio Santos.
Retirado de: http://sitedepoesias.com/poesias/26502
Post Coletivo: Antônio Jorge , Daiana Camera, Felipe Barreto, Leandro Werner, Luana Rossi, Tamires Celes
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