Salvador,
terceira maior cidade do país, é a segunda cidade
brasileira em quantidade de moradores de rua, segundo levantamento feito em 2008
pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). A capital baiana possui cerca de 3,2 moradores
de rua, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, com 4.585 e ultrapassando São
Paulo e Fortaleza, inclusive. Estas pessoas, literalmente, vivem à margem da sociedade, como seres invisíveis diante do resto da população, que convive diariamente com elas sem dar a devida significância à situação. Ignorar, fingir que não existe, é mais fácil, mais usual, do que se importar, se permitir sentir pelo próximo, e tentar mudar. Como minorias, são pressionas a permanecer neste status quo pelo resto da vida, embora, algumas vezes, surgem um grito de "basta!", como alguns movimentos do MST (Movimento Sem Terra).
Em contrapartida, a capital baiana
conseguiu ultrapassar Belo Horizonte e possui a 4ª maior classe AB do Brasil,
num crescimento de 47,23%.
Porém, qual a realidade que você
constata todos os dias?
As imagens abaixo tiradas do documentário “O
mundo global visto do lado de cá” do cineasta Silvio Tendler, com apoio de
entrevista exclusivo de Milton Santos, retrata esta realidade social. Turistas,
estrangeiros, ricos, visitam comunidades carentes, favelas, utilizado como
ponto turístico, sem problemas para a sociedade. Em oposição, moradores dessas
comunidades, favelas, pobres, sofrem a discriminação mascarada do policial por
estarem indo ao shopping, área diferente de suas realidades. Este policial pode
representar, para nós, que estudamos a pobreza no país, como a coercitividade
da sociedade sobre a posição dos mais pobres no meio público, as opiniões, os
pré-conceitos, sempre, claro, mascarados pelo politicamente correto.
Referências:
http://redeservidor.com/2011/index.php?menu=noticia&id=3743
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=845820
http://formulageo.blogspot.com.br/2012/07/pobreza-no-brasil-isso-e-desigualdade.html




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