Os problemas filosóficos começam a partir do momento que
dividimos o planeta em classes sociais, onde os países mais ricos são “primeiro
mundo”, e outros “terceiro”. Essa divisão reflete no dia-a-dia da cidade, onde
pessoas são separadas por pertencerem a classes diferentes. Grande causa disso,
é a globalização, que ao mesmo tempo que unificou e aproximou o mundo em
questão de comunicação, separou as pessoas devido o pode econômico. Mas o pior,
é que quem sofre com isso são apenas o lado mais fraco, no caso do estudo, os
pobres. Para eles, faltam todos os tipos de assistência básica que o outro lado
esbanja. Piora ainda, quando se trata de moradores de ruas. Estes sim
sobrevivem por resistência. Resistência da fome, da sede, das doenças, das
drogas, da violência...
Como traz Karl Marx, a miséria é necessária para manter o
poder das classes dominantes. Estas então, conseguem de forma coercitiva,
permanecerem poderosas, enquanto a pobreza agrava cada vez mais. Diversos
motivos são os para considerar a globalização como causa importante para esta
situação, como o aumento da utilização de maquinas e diminuindo as
oportunidades de emprego. Fato é, globalização significa a unificação mundial de
determinada atividade ou coisa. Há a globalização da educação, da economia, e
etc. O problema da pobreza surge, principalmente, na globalização comercial,
onde na tentativa de igualar-se aos países “superiores”, os mais pobres, como o
Brasil, não seguram e atendem a demanda necessária para continuar estável,
consequentemente, causando um déficit, a pobreza.
O problema também, é que quanto mais globalizado, maior é
o desejo pelo poder e pelo dinheiro de quem já os possuem, e assim, afetando a
vida dos mais fracos. Políticos corruptos, por exemplo, desviam dinheiro que
deveria ser utilizado para a assistência da população que precisa, para fins
próprios e pessoas. Quanto mais esse dinheiro é desviado, maior a quantidade de
pessoas necessitadas. Este nível não para de crescer, desigual, gerando consequências
extremas como os moradores de rua, que se encontram no ápice da pobreza, sem
condições de moradia própria, acomodando-se no que é público. Além de
sofrerem com ações físicas, enfrentando
a fome, a sede, sem higienização, segurança, e outras necessidades básicas para
a vida digna de uma pessoa, eles tem ainda de ligar com consequências psicológicas
e filosóficas, no que refere-se a falta de dignidade, orgulho, esperança de uma
vida melhor (ou no mínimo, menos pior). Estamos acostumados a sentir pena
destas pessoas, quando passamos nas ruas. Só sentir. Pior é sentir o desprezo,
o descaso, e, claro, a inveja, destas pessoas para nós, que passamos na rua.
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