quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Globalizando a pobreza


            Os problemas filosóficos começam a partir do momento que dividimos o planeta em classes sociais, onde os países mais ricos são “primeiro mundo”, e outros “terceiro”. Essa divisão reflete no dia-a-dia da cidade, onde pessoas são separadas por pertencerem a classes diferentes. Grande causa disso, é a globalização, que ao mesmo tempo que unificou e aproximou o mundo em questão de comunicação, separou as pessoas devido o pode econômico. Mas o pior, é que quem sofre com isso são apenas o lado mais fraco, no caso do estudo, os pobres. Para eles, faltam todos os tipos de assistência básica que o outro lado esbanja. Piora ainda, quando se trata de moradores de ruas. Estes sim sobrevivem por resistência. Resistência da fome, da sede, das doenças, das drogas, da violência...
            Como traz Karl Marx, a miséria é necessária para manter o poder das classes dominantes. Estas então, conseguem de forma coercitiva, permanecerem poderosas, enquanto a pobreza agrava cada vez mais. Diversos motivos são os para considerar a globalização como causa importante para esta situação, como o aumento da utilização de maquinas e diminuindo as oportunidades de emprego. Fato é, globalização significa a unificação mundial de determinada atividade ou coisa. Há a globalização da educação, da economia, e etc. O problema da pobreza surge, principalmente, na globalização comercial, onde na tentativa de igualar-se aos países “superiores”, os mais pobres, como o Brasil, não seguram e atendem a demanda necessária para continuar estável, consequentemente, causando um déficit, a pobreza.
            O problema também, é que quanto mais globalizado, maior é o desejo pelo poder e pelo dinheiro de quem já os possuem, e assim, afetando a vida dos mais fracos. Políticos corruptos, por exemplo, desviam dinheiro que deveria ser utilizado para a assistência da população que precisa, para fins próprios e pessoas. Quanto mais esse dinheiro é desviado, maior a quantidade de pessoas necessitadas. Este nível não para de crescer, desigual, gerando consequências extremas como os moradores de rua, que se encontram no ápice da pobreza, sem condições de moradia própria, acomodando-se no que é público. Além de sofrerem  com ações físicas, enfrentando a fome, a sede, sem higienização, segurança, e outras necessidades básicas para a vida digna de uma pessoa, eles tem ainda de ligar com consequências psicológicas e filosóficas, no que refere-se a falta de dignidade, orgulho, esperança de uma vida melhor (ou no mínimo, menos pior). Estamos acostumados a sentir pena destas pessoas, quando passamos nas ruas. Só sentir. Pior é sentir o desprezo, o descaso, e, claro, a inveja, destas pessoas para nós, que passamos na rua.
 
 
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