sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Globalização, Pobreza e Desigualdade social.




O ano de 2013 foi um ano cheio de manifestações ao redor do mundo isso por causa das grandes transformações ocorrentes. A globalização é grande responsável pela desigualdade crescente entre países e que está causando mais pobreza. Portanto, uma das questões mais discutidas sobre este fenômeno é se  a pobreza e a desigualdade no mundo em desenvolvimento são uma consequência da globalização.


Com base nas pesquisas, a globalização estar ligada a interação e integração de pessoas, empresas e governos. Processo que aderir ao comércio e as novas tecnologias, tendo consequências em cima de tudo na população mais baixas.



A globalização não é só coisas negativas, ela é uma estratégia para um novo desenvolvimento sustentável em que analisa as condições de pobreza, saúde publica, inclusão social, transporte sustentável. O impacto da globalização é reagido de deferentes formas em varias partes do mundo, assim leva o aumento da desigualdade entre varias sociedades,


Desigualdade social é a divisão existente na sociedade, a partir do status social do indivíduo. É o resultado da forma como as pessoas vivem dentro de uma nação. É a divisão dos indivíduos a partir das classes sociais, demonstrando a desigualdade existente entre eles, seja ela econômica, profissional ou até mesmo nas oportunidades



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Vivendo à Margem: O Documentário

            Diante de um tema tão profundo, a equipe viu-se na obrigação de transcender os limites da pesquisa para a elaboração do conteúdo deste blog, buscando a pesquisa de campo, com entrevista a reais moradores de rua, e auxiliando com comida, roupas, e lençóis, alguns outros, localizados no Centro da cidade de Salvador. Confira:

(Você pode ativar a legenda em português clicando em "CC")

Post Coletivo: Antônio Jorge , Daiana Camera, Felipe Barreto, Leandro Werner, Luana Rossi, Tamires Celes

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Concluindo...

Esse trabalho teve como objetivo um olhar diferente sobre os moradores de rua, com intuito de mostrar como essas pessoas conduzem suas vidas diante da luta pela sobrevivência, como enfrentar essa situação e a quem procurarem ajuda. Levando em conta as relações sociais, como compreender o que os levou a essa situação, bem como seus sonhos, medos e expectativas. Dentro desse contexto procuramos analisar qual impacto da assistência recebida na vida de moradores de rua e como não julgar esses indivíduos como forma de preconceito.

Inicialmente procuramos apresentar conceitos que levam a análise do tema. Com o crescimento acelerado da população, e da falta de políticas públicas direcionadas a ela, este trabalho tem uma relevância social no sentido de chamar atenção para os problemas dos moradores de rua, podendo fornecer elementos norteadores de uma ação social com esse público. A pesquisa mostra muito de como frágil é a cidadania dessas pessoas visto que não têm aparato estatal, e são desprovidas do mínimo para sobreviver, sofrem preconceito, têm acesso restrito a bens e serviços, estão expostas a diferentes tipos de violência tendo comprometido sua saúde física e mental. O medo de sofrer algum atentado está sempre por perto, questão presente em varias pesquisas e entrevistas feita pelo grupo, principalmente à noite, seja pela violência policial, por pessoas da sociedade que os espanquem ou queimem ou mesmo por outros moradores de rua.Em vídeos encontrados, moradores de rua falam da questão da violência e a banalização da vida humana e o descaso a qual essa população excluída está submetida. mas encontra-se no âmbito dos aspectos sócio econômico, psíquico e cultural, pois a maioria desses indivíduos não tem acesso a uma qualidade de vida que esteja pautada em padrões de um ser humano.


O Blog tem o papel de, junto com todos os conhecimentos passados durante o semestre em relação ao nosso tema, induzir um pensamento crítico e detalhado sobre a pobreza, a globalização e a desigualdade social que existe no mundo. Para nós universitários é possível acreditar num mundo melhor, pois, nós somos as únicas pessoas que podem mudar essa situação. Pode ser um tipo de pensamento utópico, mas é por aí que a diferença começa a ser feita. Fazer a diferença sem manipular, obrigar, ironizar, ofender e julgar é a premissa dessas matérias de eixo, formando assim jovens com qualidade de conteúdo. Com uma capacidade de discernimento e senso crítico satisfatório.

Finalizamos a conclusão das atividades do nosso blog, deixando esse poema para reflexão

VIDA DE MENDIGO 

a solidão doi no peito,
bato, rebato para todo o lado
mas não vejo ninguém,
penso em alguém,
mas ela não vem.
(TAMBÉM...)
quem vai querer
ao meu lado viver.
sem familia, sem trabalho,
sem casa, sem honorários.
andando em albergues
ou pedindo comida nas ruas
me alimentando precariamente
sem uma só alma bondosa na minha frente
para poder um alimento me dar
e dizem que dinheiro não traz felicidade
quero ver viverem sem, nesta imensa cidade,
com esta merda de sociedade
minha realidade é o cheiro da miseria.
(É, JA ERA...)
esse é o meu destino,
me bebedando para poder continuar sorrindo,
esperando que um dia isso possa acabar
seja na vida, na morte
no céu ou no inferno
seja em qualquer lugar...

Poema por Márcio Santos.
Retirado de: http://sitedepoesias.com/poesias/26502

Post Coletivo: Antônio Jorge , Daiana Camera, Felipe Barreto, Leandro Werner, Luana Rossi, Tamires Celes

Vai fazer o quê?


            A reportagem a seguir simula situações diversas, entre elas, a de uma agressão contra moradores de rua (03:46), no intuito de observar e analisar a reação das pessoas ao redor. Assista. O que você faria?
 
            "A maior parte das pessoas passa pelo mendigo e nem olha. Parece que faz parte da paisagem."

Dia de Festa!

“Quando um casamento se desfaz às vésperas de acontecer, é sempre algo muito doloroso e difícil de lidar, com uma mescla de sentimentos de tristeza e raiva. Mas uma família de Atlanta conseguiu transformar algo terrível em um lindo ato de solidariedade.
A família Fowler inicialmente não sabia o que fazer, pois o casamento foi cancelado faltando 40 dias para acontecer, e todo o jantar já estava pago. Eles tiveram então uma linda ideia: decidiram convidar 200 sem-tetos para o banquete que seria servido no casamento da filha Tamara.
A família chamou Elizabeth Omilami da HOSEA Feed the Hungry, uma ONG que ajuda e cuida de desabrigados, para fazer o “convite” aos moradores de rua. E como 70% dos sem-teto de Atlanta são crianças, a família ainda levou um palhaço para entretê-las durante o banquete. O evento foi chamado de “The First Annual Fowler Family Celebration of Love”, (algo como: Primeira Celebração Anual do Amor da Família Fowler), e a família pretende fazer esse evento novamente ano que vem. É um grande exemplo de como transformar algo ruim em um ato de bondade que ajudará muitas pessoas necessitadas.
Veja algumas fotos:” 





Referências:
http://www.hypeness.com.br/2013/09/familia-oferece-jantar-de-casamento-cancelado-para-moradores-de-rua/

Ser pobre em um mundo "controlado" pela globalização

No mundo em que vivemos, nos encontramos encurralados por uma máquina controladora de opiniões e grupos sociais chamada de Globalização. Nos tornando escravos de uma ideia, opinião ou modo de vida, ficamos cada vez mais cegos em relação ao próximo e suas condições, isolando cada vez mais as pessoas que menos são favorecidas fisicamente, financeiramente e etc.

Ter um olhar crítico em relação a pobreza que está generalizada e de certa forma "globalizada" é um dever de todo estudante em qualquer curso. Tentar modificar esse cenário de forma abrangente e direta deveria ser algo obrigatório em cada estágio da vida de uma pessoa, pois, para podermos sobreviver em meio de uma sociedade igualitária, saudável e justa, é necessário cuidar das pessoas para que possamos cuidar da nossa "tribo".

Ignorar os fatores e as estimativas atualmente, é ignorar o mundo, é dizer que simplesmente você não está aí para o que acontece com as pessoas e só se importa com o que acontece com você. Pessoas passando fome, frio, doentes, são casos em que a tão famosa globalização está diretamente relacionada. Quanto mais ricos se tem no mundo, mais pobres estão o resto da população. E assim continua esse ciclo vicioso que estamos acorrentados.

Temos que abrir nossos olhos para os nossos governantes, nossos estados e nossas próprias vontades, para não sermos manipulados de forma descarada e escancarada como acontece frequentemente. Precisamos agir com força para fazer nossa vida e o futuro para nossos filhos um lugar com pelo menos um pouco mais de paz e respeito que não temos agora. Ser globalizado é ser humano e ser humano é cuidar da vida.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Compre um mendigo!

            Dois estudantes universitários do Rio Grande do Sul resolveram gerar um meio de solidariedade coletiva, reagindo ao grande problema da pobreza no país. Foi criando então, o “Mendigo Urbano”, alusão clara ao site de compras online “Peixe Urbano”. Nele, a pessoa se cadastre e compra um mendigo. No sentido figurado, é claro. A pessoa não tem posse ou qualquer domínio sobre o morador de rua, e seu custo, o pagamento, é convertido em meios que ajude diretamente na melhoria de vida do tal morador, como no investimento do “Kit Mendigo”, que inclui cestas básicas, corte de cabelo, roupas e outros cuidados. Os resultados não são, nem de longe, plenamente satisfatórios. Porém, com uma repercursão extremamente positiva da crítica e público, o caso abriu os olhos de muitas pessoas trazendo algo inovador e chamando a atenção. Veja o case abaixo. E compre você também!
 

Referências:

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/moradores-de-rua-sao-colocados-a-venda-em-site-de-compras-coletivas/
http://youpix.com.br/trending/mendigo-urbano-o-site-de-compras-coletivas-social/

Globalizando a pobreza


            Os problemas filosóficos começam a partir do momento que dividimos o planeta em classes sociais, onde os países mais ricos são “primeiro mundo”, e outros “terceiro”. Essa divisão reflete no dia-a-dia da cidade, onde pessoas são separadas por pertencerem a classes diferentes. Grande causa disso, é a globalização, que ao mesmo tempo que unificou e aproximou o mundo em questão de comunicação, separou as pessoas devido o pode econômico. Mas o pior, é que quem sofre com isso são apenas o lado mais fraco, no caso do estudo, os pobres. Para eles, faltam todos os tipos de assistência básica que o outro lado esbanja. Piora ainda, quando se trata de moradores de ruas. Estes sim sobrevivem por resistência. Resistência da fome, da sede, das doenças, das drogas, da violência...
            Como traz Karl Marx, a miséria é necessária para manter o poder das classes dominantes. Estas então, conseguem de forma coercitiva, permanecerem poderosas, enquanto a pobreza agrava cada vez mais. Diversos motivos são os para considerar a globalização como causa importante para esta situação, como o aumento da utilização de maquinas e diminuindo as oportunidades de emprego. Fato é, globalização significa a unificação mundial de determinada atividade ou coisa. Há a globalização da educação, da economia, e etc. O problema da pobreza surge, principalmente, na globalização comercial, onde na tentativa de igualar-se aos países “superiores”, os mais pobres, como o Brasil, não seguram e atendem a demanda necessária para continuar estável, consequentemente, causando um déficit, a pobreza.
            O problema também, é que quanto mais globalizado, maior é o desejo pelo poder e pelo dinheiro de quem já os possuem, e assim, afetando a vida dos mais fracos. Políticos corruptos, por exemplo, desviam dinheiro que deveria ser utilizado para a assistência da população que precisa, para fins próprios e pessoas. Quanto mais esse dinheiro é desviado, maior a quantidade de pessoas necessitadas. Este nível não para de crescer, desigual, gerando consequências extremas como os moradores de rua, que se encontram no ápice da pobreza, sem condições de moradia própria, acomodando-se no que é público. Além de sofrerem  com ações físicas, enfrentando a fome, a sede, sem higienização, segurança, e outras necessidades básicas para a vida digna de uma pessoa, eles tem ainda de ligar com consequências psicológicas e filosóficas, no que refere-se a falta de dignidade, orgulho, esperança de uma vida melhor (ou no mínimo, menos pior). Estamos acostumados a sentir pena destas pessoas, quando passamos nas ruas. Só sentir. Pior é sentir o desprezo, o descaso, e, claro, a inveja, destas pessoas para nós, que passamos na rua.
 
 
Fonte:

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pobres + Ricos = Humanos

            A campanha feita pela ONG “Operação Sorriso” traz o instinto mais primitivo de todos, ainda presente nos animais, e que veio se perdendo nos seres humanos: a solidariedade. Essa consciência coletiva, explicado por Durkheim, como forma de solidariedade, sendo o conjunto de sentimentos comuns dos membros da mesma, solucionaria  (ou minimizaria) diversos problemas sociais, como o da pobreza.


            Mas ainda há esperança. Humanos ainda conseguem ser bom, e sentir pelo desprazer do companheiro. A reportagem a seguir traz demonstrações autênticas disto, na cidade de Recife, bem pertinho daqui, e para o estudo do nosso caso, a partir de 01:36 pode-se conferir pessoas ajudando aos moradores de ruas.
 

            Como você acha que seria se esta solidarizarão fosse frequente e massivamente pela sociedade? Esta solidariedade que caracteriza a coesão social, é dada, segundo Durkheim, pela conformidade das consciências particulares dos indivíduos em relação a consciência coletiva. Demoraria, mas com certeza, muito mudaria. A habilidade de não se chocar com a triste realidade dos moradores de rua da cidade, que passam suas ao léu, sobrevivendo com míseros centavos, definitivamente, é o meio mais desumano de viver. Sendo todos iguais, todos seres, todos humanos, o mínimo seria o necessário. Ao invés disso, apoiamos nossas desculpas apenas no governo e cargos superiores, empurrando o que na realidade está presente ao nosso dia-a-dia, e não no deles. Como esperar as atitudes dos governantes, se a sociedade não age?

Realidade Da Nossa Cidade: Salvador


Na nossa atualidade, o termo mendigo evoluiu para “moradores de rua”. No campo moral, ou seja, de valores sociais atribuídos a esta população, permanecem antigos conceitos e designações. Na maioria das vezes essas pessoas são tratada s como vagabundos, marginal, com preconceito, indiferença e violência.

É inegável que a cada ano mais indivíduos utilizam as ruas como moradia, fato desencadeado em decorrência de vários fatores: ausência de vínculos familiares, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas, doença mental, entre outros fatores. É por meio da socialização que essas pessoas se integram, absorvendo o conjunto de hábitos, costumes e regras característicos de seu grupo.A "socialização acontece quando participamos da vida em sociedade, assimilando todas as suas principais características. Tendo por definição que quanto mais coerente for a socialização, mais sociável ele tenderá a ser". Com o constante convívio entre ele, a forma atual de sociabilidade absorve características diferentes da sociedade. Levando a serem vistos com outros olhares.

Mesmo com todos esses fatores existem pessoas solidárias a que querem fazer o bem, que ajudam esses moradores. Com todos os problemas enfrentados dia a dia, essas pessoas não perdem a esperança de ter uma vida melhor, e não tiram o sorriso do rosto.





Um retrato da cidade de Salvador longe do que é visto nos cartões postais. São histórias impressionantes de abandono e uso de drogas. Longe do conforto e perto do perigo, os moradores de rua sobrevivem a situações constantes de risco e abandono. Uma realidade muitas vezes despercebida por muitos e até ignorada por alguns. A reportagem é de Bruno Sales da TV Band.



MORADOR DE RUA: UMA EXPRESSÃO DA QUESTÃO SOCIAL







Um dos fatores que leva a acumulação de varias pessoas nos centros urbanos é a falta de estratégias e capital, por parte do governo. Provocando auto índice de desemprego, levando a população a procurar alternativas pra sua sobrevivência. Embora esses moradores tenham os mesmos direitos que um individuo em comum, isso leva pessoas próximas a esses locais a enxergarem por outro lado e não a do social, reconhecendo eles como ‘’tal’”.
Esses moradores por estarem na rua muito tempo, o convívio entre eles abrir uma discussão entre os olhares das pessoas, uma grande desigualdade, criando um conceito por parte da população que ali só têm marginais. Com a proporção que aumenta os anos de vida nas ruas, se torna cada vez mais estável a condição de morador.

“É possível identificar diferentes situações em relação á permanência de moradores nas ruas:
  • Estar na rua:
Expressa à situação daquele que, desalentado adotam a rua como local de pernoite e já não a consideram tão ameaçadoras.
·        Ficar na rua: reflete um estado de precariedade de quem além de estar sem recursos para pagar uma acomodação, não consegue vaga em um albergue.
  • Ser da rua:
Nas situações anteriores é possível alternar a rua com outros lugares de residência e com trabalhos diversos, pode acontecer ate mesmo que o individuo saia definitivamente da rua, retorne ao lugar de origem, consiga emprego, constitua família.
Esta realidade solicita a intervenção do Serviço Social junto a esta população que vem se ampliando cada vez mais, exigindo a busca constante de estudos visando qualificar a ação profissional, uma vez que, na bibliografia atual, o tema tem ocupado espaço restrito”.






ETIC - ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - ISSN 21-76-8498, Vol. 1, No 1 (2005)
http://intertemas.unitoledo.br/revista/index.php/ETIC/article/viewArticle/980

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

"O de cima sobe, o de baixo desce"

            "E o rico cada vez fica mais rico. E o pobre cada vez fica mais pobre. E o motivo todo mundo já conhece: é que o de cima sobre, e o de baixo desce." Na letra da música de axé, é possível identificar o protesto pelo forma como qual algumas pessoas ficam extremamente ricas, enquanto outras, extremamente pobres.

 
            Salvador, terceira maior cidade do país, é a segunda cidade brasileira em quantidade de moradores de rua, segundo levantamento feito em 2008 pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). A capital baiana possui cerca de 3,2 moradores de rua, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, com 4.585 e ultrapassando São Paulo e Fortaleza, inclusive. Estas pessoas, literalmente, vivem à margem da sociedade, como seres invisíveis diante do resto da população, que convive diariamente com elas sem dar a devida significância à situação. Ignorar, fingir que não existe, é mais fácil, mais usual, do que se importar, se permitir sentir pelo próximo, e tentar mudar. Como minorias, são pressionas a permanecer neste status quo pelo resto da vida, embora, algumas vezes, surgem um grito de "basta!", como alguns movimentos do MST (Movimento Sem Terra). 

 
            Em contrapartida, a capital baiana conseguiu ultrapassar Belo Horizonte e possui a 4ª maior classe AB do Brasil, num crescimento de 47,23%.
 

            Porém, qual a realidade que você constata todos os dias?

 
As imagens abaixo tiradas do documentário “O mundo global visto do lado de cá” do cineasta Silvio Tendler, com apoio de entrevista exclusivo de Milton Santos, retrata esta realidade social. Turistas, estrangeiros, ricos, visitam comunidades carentes, favelas, utilizado como ponto turístico, sem problemas para a sociedade. Em oposição, moradores dessas comunidades, favelas, pobres, sofrem a discriminação mascarada do policial por estarem indo ao shopping, área diferente de suas realidades. Este policial pode representar, para nós, que estudamos a pobreza no país, como a coercitividade da sociedade sobre a posição dos mais pobres no meio público, as opiniões, os pré-conceitos, sempre, claro, mascarados pelo politicamente correto.
 

Referências:

http://redeservidor.com/2011/index.php?menu=noticia&id=3743
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=845820
http://formulageo.blogspot.com.br/2012/07/pobreza-no-brasil-isso-e-desigualdade.html
 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A questão do espaço público.



O espaço público é o que deveria funcionar como aquele lugar que seja de uso comum e posse de todos. O espaço público , como local livre tem a condição de atividades coletivas, com convívio e trocas entre os grupos compõem a sociedade.

A rua é considerada o espaço público por excelência. Sendo o elemento articulador das localidades e da mobilidade, pode ser considerada a formadora da estrutura urbana e de sua representação. De acordo com Kevin Lynch , também é o local principal em que se forma a imagem da cidade, já que é por ela que os habitantes transitam e tem a oportunidade de observá-la e entendê-la. Será que esse é o ponto que se sustentam as atitudes citadas em outras postagens como as medidas na china e em BH?

Nas cidades grandes, a superpopulação, a vida acelerada pelos horários apertados, pelas distâncias, pelo trânsito congestionado, tornam a vida tediosa e cansativa. Procuramos a paz em locadoras de vídeo, em poltronas isoladas de cinemas, em fundos de restaurantes e sempre se acaba tendo que ir dormir para acordar cedo no dia seguinte para mais uma maratona de muitos contatos com os outros e poucos contatos consigo mesmo. É nesse meio que o outro índividuo, no caso o morador de rua passa despercebido, já mesclado ao lixo urbano , como se fossem um só ( Assim como sugere a imagem do fundo deste Blog ) e não há espaço para o sentimento, a solidariedade, o “amar o próximo”.
O que acontece é que hoje os espaços são privados e os que seriam ditos como públicos possuem ao estado que não da liberdade ou autonomia nenhuma a população, a questão é a seguinte: Se eu não tenho condição de sustentar uma casa e vou morar na rua, e me tiram da rua ou dificultam a minha vida lá, para onde que eu vou?




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Moradores de rua e o Fato Social


O fato social, segundo Durkheim, consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem poder de coerção sobre o indivíduo.Podemos então considerar que a pobreza, que leva pessoas a morarem na rua é um fato social?
Para responder essa pergunta, devemos analisar a problemática dos moradores de rua a partir das características citadas por Durkheim para identificar os fatos sociais:

1) Exterioridade: Nas mais diversas sociedades existem moradores de rua, independente do que as pessoas pensam sobre a existência deles. Eles continuarão a existir independente do que o governo pense, eu ou você. Portanto esse fato é exterior aos indivíduos da sociedade, é um problema que existe independente da nossa vontade

2) Generalidade: A situação das pessoas que moram na rua é um fato existente para coletividade, essa é uma realidade presente nas mais diversas sociedade há muito tempo. Em qualquer lugar do mundo, mesmo que em proporção e motivação diferente, existem moradores de rua, não é um problema de 1 ou 2 nações.

3)Coercitividade: Essa característica tem relação com o poder dos padrões culturais em que as pessoas se integram. A força desses padrões os obrigam a cumpri-los. O Medo, a repulsa, a omissão em questão a se sensibilizar com a situação dos moradores de rua é sim um padrão cultural.  







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sábado, 26 de outubro de 2013

A Margem

Viver a margem, viver a beira das incertezas e mesmo assim, viver. A pobreza é um problema que existe a longos anos e a cada ano vão sendo coisas superficiais que só resolvem os problemas por pouquíssimo tempo. Como se fossem um tipo de maquiagem, onde com o passar do tempo já não estão mais fazendo algum efeito.      Com o surgimento da sociedade capitalista, a divisão entre o rico e o pobre ficou cada vez mais visível no mundo, hoje esta situação de pobreza é vista como algo um tanto "comum", sendo que o começo da desse estilo de sociedade só fez consolidar o que já existia. Isso no Brasil, já faz parte da cultura do país, tratar a pobreza como algo natural, se tornou algo cultural dentro da sociedade. O mundo têm passado por inúmeros avanços, ainda é normal ver pessoas que precisam dar um jeito para sobreviver,  sustentar suas famílias, pedindo esmolas, sendo vendedores ambulantes ou até mesmo roubando. Essas são pessoas que não têm nenhum tipo de escolaridade, o que torna impossível de conseguir um emprego digno que garanta o seu pão de cada dia, essas pessoas ficam a mercê de um governo que está mais preocupado com coisas banais do que com o futuro de uma sociedade pobre. O Brasil é marcado por fazer coisas superficiais para dar assistências aos mais precisados, como exemplo temos os moradores de rua, que não recebem umas devida atenção, assim ficam jogados em calçadas, viadutos, sem esperanças de dias melhores. Podemos perceber histórias completamente diferentes nas ruas, pessoas que um dia já tiveram tudo e hoje não têm absolutamente nada, e o mais incrível de tudo é que estão sempre sorrindo sem perder o senso de humor, não deixando que a situação que estão vivendo no momento tire a felicidade de viver. O governo tenta ajudar, mais ainda é muito pouco, pois o número de moradores de rua é muito grande e dar assistência devida a todos acaba sendo complicado. Muitas dessas pessoas estão completamente desintegradas n sociedade, como se vivessem em outro mundo, sem nenhum tipo de identidade formada. Estar nas ruas em situações extremamente precárias, só leva a esses moradores a se tornarem viciados em drogas e em bebidas alcoólicas, o que torna mais difícil fazer algo mais preciso para esses moradores. Saber olhar com atenção para essas pessoas já é um começo para tentar ajudar da melhor forma possível.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

POBREZA POR POBREZA

“Pobreza”. Hoje, o termo “pobreza” pode se ser utilizada de diversas formas e intenções, desde uma situação financeira precária passageira à conduta e personalidade de um ser, como no caso, no dito “pobre de espírito”. Fato é, que pobreza significa a falta de algo, ou ausência total do que é comum e básico para a sociedade real. “Real”, pois neste sentido, a partir do momento que este grupo é tido como diferente e desmerecedor de atenção e preocupação do demais (principalmente, no tipo que está sendo estudado neste blog), mesmo que dentro de uma generalidade que representa a situação coletiva da pobreza, ele se torna excluído pela sociedade geral, ainda que faça parte da mesma, tendo apenas, realmente, a visão de quem vive à margem.
Para este estudo, leva-se em conta a pobreza de meios financeiros, que, atualmente, é um grave fato social na cidade de Salvador,  que tem 3,2 mil moradores de ruas que vivem em situações abaixo do essencial, sem condições de arcar com meios básicos de sobrevivência como comida, água e higienização, sendo muitas vezes obrigado a viver nas ruas, sofrendo ainda pela grande exposição, gerando violência e abusos. Nos grupos de moradores de ruas, vulgos “mendigos”, há casos especiais, no qual a razão por sua situação foram causadas por motivos adversos como falência na carreira profissional, uso abusivo de drogas e doenças psicológicas, fazendo com que se afastassem da sua vida anterior, da sociedade, e posteriormente, fossem obrigados a viverem esta nova realidade. Assim, entrando num novo processo de socialização deste novo grupo, que caracteriza a consciencialização dessa nova estrutura social em que se envolve. Porém, a maior parte destes moradores não tiveram mínima interferência para chegar a este estado, vivendo nas ruas e convivendo com a pobreza sua vida inteira, perpetuando este condição por suas gerações, sem culpa por isso, caracterizado pela exterioridade ao seu individuo e independente de sua consciência. E de quem é essa culpa? Segundo Karl Marx, a miséria é um instrumento utilizado pelas classes dominantes para aumentar a desigualdade social e, consequentemente, manter seu poder. O que é evidente na sociedade soteropolitana, onde enquanto estas pessoas vivem estagnadas, sem oportunidade de evoluir e melhorar suas vidas, outras passam suas vidas entupidas de dinheiro, indiferente a realidade do próximo. Mas, os cidadãos são o reflexo dos seus políticos, que mascaram sua indiferença a esta questão social com políticas vazias que não cobrem ou mudam minimamente a realidade da pobreza. Esta classe, então, impõe de maneira coercitiva a cultura da indiferença com a pobreza, por não os atingirem diretamente.
            Mas o que fazer? Como ferramenta de organização e controle popular, o Governo deveria investir de forma efetiva em medidas que solucionassem este problema social. Não, teoricamente, apenas os alimentando, resolvendo temporariamente. É preciso criar oportunidades para que estas pessoas consigam se erguer, e perpetuar seu caminho, seja com empregos, educação. Fato é: precisa mudar. Vamos esperar.
 
 
Referências: